
Guia para campanhas de remarketing nas eleições de 2026
- João Pedro G. Reis

- há 1 dia
- 10 min de leitura
As eleições de 2026 trazem uma nova onda de desafios e oportunidades para candidatos, assessores, equipes de mandatos e gestores públicos brasileiros. Em uma era marcada pela fragmentação da atenção, pelo uso intensivo das redes sociais e por uma avalanche de informações, o remarketing eleitoral se destaca como uma das ferramentas mais inteligentes e eficazes para aumentar a frequência de contato com eleitores já impactados, e para converter intenções em votos reais.
Neste guia elaborado por nós, da Communicare, vamos apresentar de forma detalhada as bases, os formatos, as plataformas, os limites éticos e as práticas recomendadas para estruturar campanhas de remarketing voltadas às eleições de 2026. Vamos responder perguntas frequentes, apresentar exemplos práticos e convidar você a trazer seu projeto para um novo patamar de estratégia digital.
Repetição gera reconhecimento. E reconhecimento gera voto.
O que é o remarketing nas campanhas eleitorais
O remarketing, também conhecido como retargeting, consiste em impactar pessoas que já foram previamente expostas à sua comunicação digital, seja por meio de visita ao seu site, interação com postagens nas redes sociais, preenchimento de formulários ou exibição de vídeos. No contexto das eleições, remarketing é a arte de transformar meros curiosos em aliados, simpatizantes em voluntários e indecisos em eleitores convictos.
Ao adotar o remarketing, as campanhas elevam consideravelmente o retorno de cada real investido em propaganda online, porque concentram esforços em indivíduos que já manifestaram algum nível de interesse. Essa abordagem refina o funil de comunicação eleitoral, tornando-o mais eficiente e assertivo.
Por que o remarketing é indispensável nas eleições de 2026
Os dados apontam: o comportamento do eleitor digital mudou profundamente. Em 2026, não basta alcançar milhões de pessoas apenas uma vez. O que realmente importa é a qualidade dos contatos e a construção de frequência e familiaridade.
O eleitor está disperso. Ele compara candidatos, temas e notícias em múltiplas plataformas e momentos.
A confiança exige repetição. Mensagens vistas mais vezes tendem a fixar-se na memória e gerar credibilidade.
O remarketing reduz desperdício. Reforça a comunicação para quem já teve contato, aumentando as chances de engajamento ou voto.
Permite segmentação refinada. A campanha fala diferente com cada grupo, conforme o estágio do eleitor.
A experiência da Communicare em dezenas de campanhas eleitorais evidencia que remarketing é uma das estratégias que mais converte intenção em ação efetiva, seja ela o apoio explícito, o compartilhamento de mensagem ou o comparecimento nas urnas.
Compreendendo a jornada do eleitor digital
Antes de montar uma campanha de remarketing eleitoral, precisamos entender como se dá a tomada de decisão política nos dias de hoje. O eleitor raramente define seu voto após um único conteúdo ou propaganda. O caminho é feito de múltiplos contatos, pesquisas no Google, visualização de vídeos, posts patrocinados, conversas em apps e engajamentos espontâneos em redes sociais.
Cada contato conta. O remarketing permite que a campanha esteja presente em diversos desses pontos, personalizando a comunicação e reforçando valores centrais. Para membros de conselhos, lideranças sindicais, associações ou equipes de mandato, compreender esse fluxo é a primeira etapa para a vitória digital.
Principais etapas da jornada do eleitor digital
Descoberta: o eleitor toma conhecimento do candidato em redes sociais, portais ou indicações.
Interesse: ele pesquisa, visita o site, visualiza vídeos institucionais e lê propostas.
Engajamento: curte, comenta, compartilha, responde enquetes ou preenche formulários.
Conversão: decide declarar voto, participar do movimento ou incluir o apoio à pauta tratada.
Cada etapa exige mensagens e formatos distintos no remarketing, sempre respeitando o estágio do eleitor.
Legalidade e limites: o que pode ou não no remarketing eleitoral
A legislação eleitoral brasileira é clara quanto a limites e obrigações das campanhas digitais. Por isso, o remarketing deve ser planejado dentro das regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), evitando riscos de multas ou impugnações.
Não é permitido uso de bases de terceiros não autorizadas para anúncios personalizados.
As listas devem ser compostas por consentimento expresso do cidadão ou por comportamento digital legítimo nas plataformas.
É obrigatório identificar quem é o responsável pelo anúncio (disclaimer eleitoral).
O respeito à lei é fundamento de qualquer estratégia de remarketing responsável. A Communicare orienta todos os clientes e parceiros sobre os cuidados e protocolos adequados em campanhas digitais.
Como criar públicos de remarketing para campanhas eleitorais
Para gerar os melhores resultados, precisamos de públicos bem definidos e segmentados. O remarketing permite criar listas dinâmicas com base em diferentes pontos de contato digital, e cada segmento pode receber uma comunicação própria, customizada.
Formas mais comuns de criação de públicos
Visitantes do site oficial da candidatura, do partido ou do movimento.
Usuários que acessaram páginas específicas, como propostas, biografia, agenda ou notícias.
Pessoas que assistiram a vídeos institucionais ou de campanha nas redes sociais (por faixa de tempo de visualização).
Perfis que interagiram com posts, comentaram, compartilharam ou enviaram mensagens diretas.
Contatos adquiridos via WhatsApp, newsletter ou formulários online (respeitando a LGPD).
Listas customizadas, como militância, apoiadores públicos, voluntários e simpatizantes identificados.
Nossa equipe na Communicare constrói essas listas de acordo com metas e recursos da campanha, sempre alinhando estratégia e conformidade legal. Entenda que cada público exige abordagem, tom e frequência próprios, refletindo o histórico daquele eleitor com o projeto político.
Se quiser saber mais sobre nichos e microtargeting eleitoral, recomendamos o artigo Estratégias Práticas de Marketing Político.
Principais formatos de remarketing permitidos nas eleições de 2026
Na prática, o remarketing eleitoral se concretiza em uma variedade de formatos, sempre respeitando as limitações legais e as boas práticas para não gerar fadiga ou rejeição.
Formatos digitais recomendados
Banners gráficos em portais e sites parceiros.
Vídeos patrocinados no YouTube, Facebook e Instagram para quem viu vídeos anteriores.
Posts patrocinados nos feeds das redes sociais de quem já interagiu com o perfil oficial.
Envio automatizado e segmentado de mensagens via e-mail ou WhatsApp, desde que autorizado.
Stories patrocinados em plataformas como Instagram e Facebook.
Anúncios em apps de terceiros, usando listas legítimas.
O segredo está no equilíbrio entre frequência, personalização e criatividade. Cada formato deve carregar uma chamada clara para ação, seja conhecer uma proposta, assistir a outro vídeo, responder uma pesquisa, ou declarar apoio.
Exemplos reais e hipóteses de remarketing eleitoral
Construímos campanhas de remarketing para variados perfis políticos e organizacionais em todo o Brasil. Compartilhamos situações (hipotéticas e reais, sem identificação) para ilustrar como o remarketing pode fazer diferença concreta:
Um conselho de classe regional identifica que advogados visualizam conteúdos sobre ética, mas não avançam até o fim da proposta. Utiliza remarketing focado em benefícios práticos para clientes do setor, elevando engajamento em 42%.
Liderança sindical estadual segmenta públicos por temas (aposentadoria, saúde no trabalho, direitos das mulheres) e realiza remarketing personalizado, aumentando comparecimento em assembleias vitais.
Candidatura jovem à Câmara Municipal acompanha que muitos simpatizantes param no estágio de like e comentário. Ativa remarketing orientando sobre o uso do WhatsApp em campanhas eleitorais, migrando apoiadores para grupos organizados de voluntários.
Mandato coletivo utiliza vídeos curtos sobre ações recentes para remarketing específico a quem já interagiu no Instagram, fortalecendo imagem de proximidade e transparência.
Essas experiências ilustram um ponto-chave: remarketing não é simplesmente repetir a mesma mensagem. É ajustar o discurso segundo o histórico e o interesse de cada público.
Estratégias avançadas: segmentação, frequência e criatividade
O sucesso do remarketing eleitoral está no refinamento contínuo das estratégias, buscando sempre o melhor custo-benefício, aprimorando segmentação e mensurando resultados.
Como segmentar públicos para remarketing político
Reunimos abaixo dicas para segmentar públicos com mais precisão:
Divida sua base em "aquecidos", "pré-dispostos" e "indecisos", personalizando o conteúdo.
Acompanhe a origem dos contatos: Instagram, Facebook, site, eventos presenciais, etc.
Atualize listas recurrentemente, filtrando quem responde, quem ignora ou quem muda de comportamento.
Cruze dados comportamentais com temas de interesse: saúde, educação, segurança, inovação, etc.
Frequência ideal para campanhas de remarketing eleitoral
O número de vezes que um eleitor é impactado pela mesma campanha faz toda diferença. Uma frequência baixa é esquecida, uma frequência exagerada irrita o eleitor. Em geral, indicamos:
3 a 7 impressões da mensagem por pessoa a cada ciclo de 10 dias, ajustando conforme reação do público.
Pausar ou corrigir anúncios para quem já tomou a ação esperada, evitando overposting.
Testar diferentes imagens, chamadas e formatos criativos para entender o que gera mais engajamento.
Criatividade e personalização em remarketing eleitoral
O remarketing jamais deve ser visto como uma repetição automática e fria. Pelo contrário: a personalização é o único caminho para superar o cansaço informativo da sociedade. Algumas ideias aplicadas pela Communicare incluem:
Sequências de vídeos curtos (snippets) mostrando resultados concretos de gestões passadas.
Mensagens de saudação a novos simpatizantes com convite para conhecer propostas específicas.
Peças que utilizam depoimentos de apoiadores reais, elevando confiança do eleitor.
Testemunhos em áudio e vídeo para públicos engajados em pauta específica.
Vale lembrar: criatividade alinhada à autenticidade é o que diferencia campanhas memoráveis das que passam despercebidas.
Plataformas mais eficientes para remarketing político
As plataformas ideais para construir campanhas de remarketing eleitoral variam conforme objetivo, orçamento, público e limitações legais. Em nossa atuação com a Communicare, consideramos as seguintes, sempre de acordo com a legislação nacional:
Google Ads e YouTube, para recapturar visitantes do site ou espectadores de vídeos.
Facebook e Instagram Ads, para impactar quem já interagiu com os perfis oficiais ou assistiu a lives e vídeos.
Envio controlado de e-mails e mensagens via WhatsApp, preferencialmente usando listas próprias e consentidas. O artigo Guia sobre WhatsApp em campanhas eleitorais aprofunda este tema.
Portais de notícias regionais, com banners de retargeting focados em públicos segmentados.
Parcerias com influenciadores digitais, ativando públicos que já acompanham temas políticos.
Para campanhas de conselhos de classe e sindicatos, a personalização via e-mails (quando possível) e posts patrocinados segmentados em redes sociais são especialmente eficazes.
Etapas para implementar uma campanha de remarketing eleitoral em 2026
Uma boa campanha de remarketing não nasce do improviso. O ideal é seguir um roteiro claro, organizado, seguro e testado. Em nossa experiência, os passos básicos são:
Planejamento estratégico: definição de objetivos, estudos de público e de orçamento disponível.
Estruturação de listas de remarketing usando ferramentas autorizadas e dados legítimos.
Criação de peças criativas e segmentadas por jornada do eleitor (propostas, apoios, prestação de contas).
Configuração e testes em plataformas para checar integrações, delimitar públicos e ajustar frequência.
Acompanhamento em tempo real dos resultados, com ajustes finos em copy, visuais e segmentação.
Análise comparativa e produção de relatórios semanais para ajustar campanhas.
No caso de eleições majoritárias e proporcionais, sugerimos também atenção ao planejamento completo de campanha, integrando ações on-line e off-line.
Como monitorar e ajustar campanhas de remarketing eleitoral
Acompanhar e medir o impacto do remarketing durante a campanha eleitoral é tão importante quanto planejar as ações iniciais. Nossos especialistas recomendam sempre o uso de ferramentas de métricas para identificar:
Taxa de clique (CTR) em banners, anúncios e e-mails.
Taxa de conversão (participação em eventos, apoio, formulário preenchido, engajamento em grupos).
Alcance real dos públicos segmentados (quantas pessoas únicas foram impactadas).
Rejeição ou denúncias (evitar saturar a base ou gerar antipatia).
Variação no custo por engajamento ou ação desejada (baixando custos ao longo do tempo).
Corrigir o rumo é parte do processo. Se uma mensagem não engaja, muda-se o enfoque, a imagem, o canal, o call to action. Para apoiar esse monitoramento em tempo real, sugerimos conferir o material da Communicare sobre monitoramento de campanhas e desinformação eleitoral.
Dicas rápidas: erros a evitar e boas práticas
Para ter campanhas de sucesso e evitar desgastes, reunimos aprendizados de anos de consultoria na área:
Evite bombardear o mesmo público com mensagens repetidas. Diversifique formatos e abordagens.
Nunca utilize listas sem consentimento explícito do eleitor; isso gera riscos legais e antipatia.
Invista em mensagens criadas para diferentes perfis (idade, localidade, profissão, interesses).
Inclua sempre call to action clara, indicando a próxima etapa do relacionamento.
Esteja atento aos feedbacks das mensagens. Ajuste rapidamente se notar rejeição ou desinteresse.
Respeite as regras do TSE sobre propaganda eleitoral paga e identificação de anúncios.
Para um alinhamento detalhado sobre o uso de redes sociais na campanha, indicamos o Guia para Planejamento em Redes Sociais Políticas.
Como o remarketing fortalece a base e amplia engajamento
Mais do que um canal de propaganda, o remarketing é um criador de comunidades. Ele oferece à campanha a chance de dialogar, escutar, ajustar discurso e construir alianças duradouras. Com a segmentação correta, podemos:
Conduzir conversas personalizadas para quem já demonstrou apoio, aprofundando o vínculo.
Ativar “embaixadores da campanha” com conteúdos exclusivos para multiplicadores.
Garantir que as informações corretas cheguem a quem circula em redes potencialmente vulneráveis à desinformação.
Aumentar o engajamento em enquetes, eventos e debates, aproximando o mandato ou candidatura das bases.
Se pensarmos em mandatos de conselhos, sindicatos ou cargos eletivos, a base engajada criada pelo remarketing segue ativa muito além das urnas, sustentando a governabilidade e fortalecendo pautas de interesse coletivo.
Conclusão: remarketing é estratégia de vitória para 2026
Chegamos ao final deste guia reforçando nosso compromisso: na Communicare, acreditamos que campanhas de remarketing eleitoral, práticas e bem planejadas, são hoje uma das principais chaves para o sucesso nas eleições de 2026.
Construir repetição sem cansar. Personalizar sem perder autenticidade. Mensurar, ajustar e respeitar o eleitor em cada etapa. Esses são os pilares de um remarketing eficiente, seja qual for o porte da candidatura ou entidade.
Se você atua na linha de frente da comunicação política, em mandatos, sindicatos, conselhos ou movimentos, não fique para trás. Convidamos você a conversar com nossa equipe, conhecer nossos cases e transformar a estratégia digital do seu projeto. Fale conosco pelo formulário do site e comece agora a planejar a campanha que vai impactar, engajar e conquistar eleitores em 2026. Estamos prontos para ser seu parceiro de confiança em cada etapa dessa caminhada.
Perguntas frequentes sobre remarketing eleitoral
O que é remarketing nas eleições?
Remarketing nas eleições é a prática de exibir anúncios, mensagens ou conteúdos segmentados para pessoas que já tiveram algum tipo de contato prévio com a campanha, seja visitando o site, interagindo nas redes sociais, assistindo a vídeos ou preenchendo formulários. Essa estratégia visa reforçar a mensagem, aumentar o engajamento e ampliar a taxa de conversão de interessados em eleitores comprometidos.
Como criar campanhas de remarketing político?
Para criar campanhas de remarketing político eficientes, recomendamos seguir etapas como: definir objetivos claros, segmentar públicos de acordo com o estágio na jornada do eleitor, criar listas baseadas em interações e comportamentos prévios, desenvolver peças criativas e personalizadas e sempre monitorar resultados para ajustes rápidos. O apoio de especialistas em comunicação política, como a equipe da Communicare, garante que todas as ações estejam em conformidade com a legislação eleitoral brasileira.
Vale a pena investir em remarketing eleitoral?
Sim, investir em remarketing eleitoral tende a aumentar exponencialmente o retorno dos investimentos em propaganda digital, porque concentra recursos em pessoas que já demonstraram interesse na pauta, proposta ou candidatura. Além de aumentar engajamento e reconhecimento, o remarketing permite corrigir rotas e personalizar mensagens para diferentes públicos.
Quais plataformas usar para remarketing eleitoral?
Você pode usar plataformas como Google e YouTube Ads para recapturar visitantes e espectadores; Facebook e Instagram Ads para impactar interação prévia; além de ferramentas autorizadas de e-mail marketing e WhatsApp, sempre com listas consentidas e respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a legislação eleitoral vigente.
Como medir resultados do remarketing nas eleições?
Os resultados das campanhas de remarketing podem ser medidos por métricas como taxa de clique (CTR), taxa de conversão (ações desejadas), alcance de públicos impactados, engajamento em distintos canais, custos por ação e feedbacks qualitativos dos eleitores. O uso de painéis de monitoramento e relatórios permite identificar o que funciona melhor e adaptar rapidamente as estratégias ao longo da campanha eleitoral.




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