top of page

Como criar relatórios de transparência para mandatos de 2026

  • Foto do escritor: João Pedro G. Reis
    João Pedro G. Reis
  • 10 de nov de 2025
  • 10 min de leitura

Sou João Pedro G. Reis, Diretor Executivo da Communicare. Em mais de duas décadas trabalhando com comunicação política, institucional e eleitoral, acompanhei de perto as transformações das expectativas em torno da transparência. Principalmente após os avanços da Lei de Acesso à Informação, as cobranças de eleitores e entidades de controle se tornaram cada vez mais frequentes e rigorosas. Relatórios de transparência bem estruturados não só aumentam a confiança do público, como também blindam o mandato de ruídos e crises reputacionais.

Ao longo deste artigo, trago os principais conceitos, exemplos práticos e um passo a passo detalhado para criar relatórios de transparência que realmente agreguem valor aos mandatos de 2026. Falo desde a escolha dos indicadores ideais, formatação, fontes confiáveis e ferramentas até usos estratégicos específicos para o contexto brasileiro e o calendário eleitoral que se avizinha. Os aprendizados vêm da minha experiência diária à frente da agência Communicare, referência nacional no tema e responsável por projetos que impactam positivamente candidatos, sindicatos, conselhos e mandatos de diferentes esferas.


Por que criar relatórios de transparência?


Se há algo que aprendi em anos de consultoria é que não basta cumprir a lei.

É preciso mostrar, não só fazer.

Muitas lideranças ainda veem o tema como mera formalidade. Mas dados recentes mostram que transparência efetiva é fator-chave para fortalecer a relação entre mandatos e sociedade.

  • Segundo levantamento sobre transparência dos portais brasileiros, a média geral do Índice Nacional de Transparência é de apenas 57,92%.

  • No legislativo, o índice cai para 55,37%, o que revela que a maioria dos mandatos ainda pode e deve avançar bastante na entrega de informações claras.

  • Já o relatório da OCDE aponta que apenas 47,15% dos partidos entregaram contas anuais e 67,78% apresentaram entrega pontual das contas eleitorais nos ciclos recentes, expondo lacunas na prestação de contas.

Esses dados revelam: a transparência é cobrada, mas pouco praticada. Oportunidade ou risco? Costumo dizer nas reuniões de alinhamento: quem agir preventivamente e estruturar relatórios sólidos cria um diferencial competitivo no pleito de 2026.


O que é um relatório de transparência de mandato?


Em resumo direto, relatório de transparência é um documento periódico com informações claras sobre a atuação, decisões, receitas, despesas, avanços e entregas do mandato. O relatório de transparência serve para prestar contas à sociedade, órgãos de controle e à própria base política.

Os formatos variam: pode ser um PDF, publicação em portal, vídeo explicativo ou até infográficos. O ponto central é garantir fácil acesso ao cidadão, conteúdo organizado por tópicos relevantes e linguagem compreensível a todos os públicos.

Ao estruturar relatórios para clientes de diferentes setores, percebo que a simples divulgação de planilhas não basta. É preciso traduzir números em histórias, dar sentido aos dados e explicar decisões de forma contextualizada. Os melhores relatórios, como aqueles que criamos na Communicare, geram empatia, compreensão e afinidade entre mandato e comunidade.


Principais pontos que não podem faltar no relatório


Em minha trajetória, notei que relatórios eficazes vão além do básico. Não basta listar despesas e reuniões. O segredo está na seleção criteriosa de seções que respondam ao interesse do cidadão.

Veja o que, na minha opinião, jamais pode faltar:

  • Resumo das ações e metas alcançadas: síntese curta das principais realizações.

  • Prestação de contas orçamentária: receitas, despesas e comparativo com períodos anteriores.

  • Transparência em relação ao uso de verbas públicas: detalhamento de aplicação, fornecedores e contratos.

  • Participação social: eventos com a comunidade, audiências, consultas públicas, atendimentos.

  • Resultados e indicadores: dados quantitativos e qualitativos de impacto, como leis propostas, projetos aprovados, recursos conquistados, número de beneficiários.

  • Compromissos e desafios: explicitação de metas em aberto, dificuldades encontradas, próximos passos.

  • Informações institucionais: contatos, canais de acesso à informação e orientações para participação.

Dependendo do perfil do mandato, é possível incluir seções como transparência ambiental, gestão de recursos humanos ou tecnologia. O importante é que cada item faça sentido para quem será impactado por aquelas informações.


Quais fontes utilizar?


Uma das dúvidas mais frequentes que recebo em treinamentos e mentorias é: “De onde tirar informações confiáveis para compor o relatório?”. Eu sempre indico:

  • Sistemas internos de controle do mandato: registros de despesas, contratos, projetos, agendas, etc.

  • Portais oficiais como Portal de Dados Abertos, DivulgaCandContas e o próprio site do Tribunal Superior Eleitoral (iniciativas de transparência do TSE).

  • Relatórios de conselhos de controle social e auditorias.

  • Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, sempre que aplicável.

  • Registros de participação social: atas, fotos, listas de presença, resultados de consultas públicas, entre outros.

É importante que as fontes estejam citadas no próprio relatório, conferindo credibilidade ao processo. E cabe lembrar: manipulação ou omissão de dados é erro grave, além de risco jurídico e reputacional. Transparência se faz com verdade e clareza, princípios fundamentais no DNA da Communicare.


Passo a passo para produção do relatório


Gosto de pensar no relatório como um grande projeto de comunicação, dividido em etapas bem definidas. Nada de “jogar para o final do mandato”. Se você chegou até aqui, recomendo avançar comigo neste roteiro.


1. Diagnóstico das expectativas e necessidades


Cada mandato tem cargos, funções e público distintos. Em meu trabalho na Communicare, um diagnóstico inicial é essencial para levantar:

  • Exigências legais e normativas que se aplicam ao cargo.

  • Pontos mais cobrados pelos eleitores e instituições de controle.

  • Assuntos sensíveis ou de grande repercussão local.

  • Feedbacks de consultas realizadas anteriormente.

A partir disso, crio um planejamento sob medida, conectado à realidade de cada mandato.


2. Levantamento das informações


Com o escopo em mãos, faço um mapeamento completo nos sistemas do mandato, portais de dados abertos, arquivos pessoais, agendas institucionais, registros de comunicação, entre outros. É comum encontrar divergências e lacunas, por isso essa etapa pede olhar atento e participação direta dos assessores.


3. Análise, organização e contextualização dos dados


Dados brutos têm pouco valor sozinhos. Organizar, resumir e contextualizar transforma informações em conhecimento útil. Sempre explico o porquê de determinada despesa, qual impacto social daquela ação, de que forma os números evoluíram em relação ao ano anterior ou ao planejado.


4. Redação e design do relatório


Gosto de usar linguagem simples, objetiva e sem jargões políticos. O visual também faz diferença: gráficos coloridos, quadros comparativos e ícones atraem mais atenção que grandes blocos de texto.

O relatório pode ser diagramado em PDF, transformado em infográfico ou até convertido em conteúdo multimídia utilizando vídeos e podcasts. Neste checklist para portais de transparência que disponibilizei na Communicare, detalho formatos que facilitam o acesso, inclusive a pessoas com deficiência.


5. Revisão e validação


Nenhum relatório segue direto para o público sem revisão rigorosa. Reavalio indicadores, ortografia, adequação da linguagem e segurança de dados sensíveis.

Costumo apresentar uma prévia a membros da equipe e lideranças antes da divulgação final. Esse cuidado evita ruídos, melindra de aliados e abre espaço para ajustes.


6. Publicação e divulgação estratégica


Relatório pronto não pode ficar guardado!

Transparência só cumpre seu papel se chegar ao maior número possível de pessoas.

Na Communicare, acionamos diferentes canais para dar visibilidade: site oficial do mandato, portais institucionais, redes sociais, WhatsApp, e-mail, além de coletivas ou audiências públicas. Faço questão de instruir que qualquer cidadão possa acessar e compartilhar as informações livremente. A transparência é fortalecida quando viraliza positivamente.


Erros comuns ao criar relatórios (e como evitar)


Pouca coisa me surpreende hoje em prestação de contas, mas há erros que se repetem e minam a credibilidade de mandatos. Veja alguns:

  • Relatórios com linguagem técnica demais, distanciando o cidadão;

  • Foco excessivo em números, sem explicação do contexto;

  • Esconder dificuldades e só mostrar acertos, o que soa artificial;

  • Omissão de contratos, fornecedores, gratificações e gastos acessórios;

  • Ausência de indicadores claros de resultado;

  • Publicação restrita ou acesso difícil, contrariando a ideia central de transparência;

  • Não atualizar informações, o que deixa o relatório defasado;

  • Falta de integração com outras ações de comunicação de mandato.

Conheci muitos casos em que lideranças perderam apoio, ou enfrentaram crises, não por falhas éticas, mas justamente por não comunicarem de maneira transparente o que já vinham realizando.


Exemplo real: o impacto da transparência na defesa institucional


Cito um caso que acompanhei de perto. Um sindicato submetido a denúncias infundadas, motivadas por divergências internas. O relatório de transparência, já publicado por orientação da minha equipe, serviu como escudo. Os dados claros e auditáveis desmontaram ataques políticos, garantiram respaldo das bases e confiança dos órgãos de controle.

Esses exemplos não são exceções. Repetem-se em mandatos, conselhos, autarquias e associações. Já falei disso no artigo comunicação transparente como diferencial para eleições sindicais, onde demonstro como um bom histórico de comunicação institucional pode blindar a reputação e abrir portas para novas conquistas.


Relatórios como ferramenta para fortalecimento de base


Poucos candidatos enxergam o relatório de transparência como ativo político. Em minha experiência, quando bem trabalhado, ele se torna poderoso canal de engajamento e fortalecimento da base. Um relatório claro, didático e atualizado serve como insumo para debates, reuniões com lideranças, entrevistas e mobilização de apoiadores.

Trabalho esse conceito nos projetos da Communicare combinando o relatório com narrativas, depoimentos e vídeos de beneficiários. Isso humaniza a prestação de contas e gera orgulho coletivo.

Transparência bem comunicada amplifica resultados e potencializa a confiança.

Ferramentas e recursos para criar relatórios de alta qualidade


Embora não exista receita única, costumo apresentar algumas soluções fáceis e acessíveis para quem deseja iniciar, mesmo sem equipe grande:

  • Planilhas automatizadas (Google Sheets, Excel) para coleta e análise de dados.

  • Softwares de visualização (Canva, Flourish) para gráficos e infográficos intuitivos.

  • Templates de relatório em PDF com identidade visual do mandato.

  • Portais integrados para atualização periódica, semelhante ao que mostramos no nosso relatório tracking de avanços sindicais.

  • Recursos para acessibilidade, como PDF acessível, audiodescrição e versões resumidas em vídeo.

Uso a tecnologia como aliada para facilitar a produção, atualizar informações e democratizar o acesso, sempre conectado ao planejamento estratégico de comunicação do mandato.


Como integrar o relatório à comunicação do mandato?


Não raro observo relatórios “escondidos” ou publicados apenas propositalmente para atender à legislação. Isso compromete todo o potencial do instrumento. Integrar o relatório de transparência aos demais canais fortalece tanto a prestação de contas quanto a reputação institucional.

Na Communicare, nossa metodologia prioriza:

  • Divulgação do relatório em datas simbólicas (aniversário do mandato, fim de ano, período eleitoral).

  • Cruzamento das informações com campanhas digitais, boletins e mídia tradicional.

  • Criação de versões resumidas para redes sociais, newsletters e grupos de WhatsApp.

  • Promoção de lives ou eventos explicativos, aproximando o mandato da população.

  • Estimulo à participação: acesso a canais para dúvidas, críticas e sugestões sobre os dados divulgados.

Esse é um dos temas abordados no nosso guia prático de consultoria de comunicação política, onde apresento estratégias para tornar a comunicação e o relatório ferramentas integradas de reputação.


Aspectos legais e ética na transparência


Não posso deixar de falar sobre os fundamentos normativos. O relatório precisa obrigatoriamente estar em conformidade com a legislação vigente (Lei de Acesso à Informação, Lei de Responsabilidade Fiscal, normas do TSE, entre outras). Recomendo também observar princípios éticos, como:

  • Sigilo de dados pessoais e informações sensíveis.

  • Proteção de terceiros (cuidado ao citar colaboradores e beneficiários).

  • Evitar autopromoção excessiva, focando sempre no interesse público.

Para dúvidas específicas sobre limites legais, principalmente em ano eleitoral, é fundamental contar com assessoria especializada. Trato dessa ponderação no artigo consultoria eleitoral ou jurídica própria, um conteúdo relevante para quem busca evitar erros e sanções.


Como adaptar o relatório para contextos sindicais, conselhos e associações?


Relatórios não são exclusivos de mandatos parlamentares. Conselhos de classe, sindicatos e associações também se beneficiam fortemente do instrumento, especialmente em processos eleitorais internos. Basta contextualizar tópicos à natureza da entidade e replicar as boas práticas de clareza, organização e constante atualização.

Adapto, por exemplo:

  • Volume de informações: sindicatos atentos a avanços em negociações, conquistas para categorias e balanço financeiro detalhado.

  • Participação: conselhos profissionais devem ilustrar audiências, decisões colegiadas e ouvidoria.

  • Resultados coletivos: associações podem exibir depoimentos, cases de sucesso e parcerias estratégicas.

No fim, o que se espera é sempre o mesmo: fomento à confiança, redução de dúvidas e fortalecimento do elo com filiados, associados e sociedade. Esses princípios estão na cartilha de qualquer projeto Comunicare.


Como mensurar os resultados do relatório de transparência?


Sempre recomendo o acompanhamento periódico dos efeitos do relatório, porque transparência é um caminho de mão dupla. Uso os seguintes indicadores para análise:

  • Tráfego e downloads do relatório em canais digitais.

  • Número de citações positivas do mandato na imprensa.

  • Quantidade de interações em redes sociais sobre o tema.

  • Feedbacks recebidos de cidadãos e entidades após publicação.

  • Convites para eventos, audiências ou entrevistas após a divulgação.

Essas métricas indicam se realmente estamos promovendo aproximação e compreensão do público, além de sinalizar pontos que podem receber reforço nas próximas edições.


Conclusão: transparência é valor, blindagem e diferencial competitivo


Construir relatórios de transparência para mandatos de 2026 pode parecer uma tarefa desafiadora, mas, com o roteiro e dicas apresentadas, fica claro que a jornada é possível, estratégica e transformadora. Cada dado organizado, cada gráfico explicado, cada história humana apresentada aproxima o mandato da comunidade e da história que se deseja construir.

A transparência é trunfo em tempos de descrédito na política e diferencia quem lidera de quem apenas ocupa cargos. Em minha experiência à frente da Communicare, já presenciei mandatos alavancarem reputação e ampliaram legitimidade apenas pelo compromisso claro de prestar contas de verdade. Vale lembrar que relatórios de transparência não servem apenas para se proteger, mas para inspirar, engajar e inovar o fazer político no Brasil.

Se você pretende estruturar um relatório realmente eficaz para seu mandato, sindicato ou entidade, recomendo conversar pessoalmente comigo ou com o time da Communicare. Atendemos de forma consultiva e personalizada, unindo tecnologia e reputação à sua causa. Basta acessar nosso formulário de contato no site da agência para agendar uma conversa. Não adie a transformação da sua comunicação. Transparência gera confiança e constrói liderança sólida.


Perguntas frequentes sobre relatórios de transparência



O que é um relatório de transparência?


Relatório de transparência é um documento público e periódico que reúne informações detalhadas sobre as ações, receitas, despesas, resultados, desafios e formas de participação do mandato, sindicato ou associação. Ele serve para prestar contas à sociedade, órgãos de controle e à base política, auxiliando na construção de confiança e legitimidade.


Como fazer um relatório de transparência?


Para fazer um bom relatório de transparência, o primeiro passo é mapear as exigências legais e o perfil do público a quem o relatório se destina. Em seguida, reúna todas as informações relevantes do período: ações, gastos, indicadores, desafios e resultados. Organize as informações de forma clara, usando linguagem acessível e recursos visuais (gráficos, infográficos). Passe todas as informações por revisão, certifique-se de citar as fontes dos dados e publique utilizando diferentes canais, facilitando o acesso à população.


Quais dados incluir no relatório?


O relatório deve incluir: resumo das principais ações, prestação de contas orçamentária, detalhamento de receitas e despesas, participação social, resultados e indicadores, compromissos e desafios, informações institucionais e contatos. Inclua sempre dados que permitam ao cidadão compreender onde foram aplicados recursos e qual o impacto das ações realizadas.


Vale a pena divulgar esses relatórios?


Sim, a divulgação do relatório de transparência é fundamental, pois além de atender à legislação, fortalece a reputação, aproxima o mandato do cidadão e blinda contra ataques ou ruídos institucionais. Experiências relatadas por mandatos e entidades que acompanho mostram ganhos claros em credibilidade e engajamento depois da publicação ampla e acessível dos relatórios.


Onde encontrar exemplos de relatórios?


Você pode encontrar diversos exemplos de relatórios acessando portais oficiais como o Portal de Dados Abertos, DivulgaCandContas e sites institucionais de câmaras, assembleias, sindicatos e conselhos. No site da Communicare, mantenho materiais de referência como o relatório tracking de avanços sindicais, além de artigos com sugestões de modelos e formatos para diferentes áreas de atuação.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

pronto para fazer sua campanha eleitoral com a gente?

Entre em contato, nosso time está disponível para te atender.
Para oportunidades, confira a nossa
central de carreiras.

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • LinkedIn

Belo Horizonte - MG:

Rua Professor Eugênio Murilo Rubião, 222 - Anchieta

Brasília - DF:

Ed Lê Quartier, SHCN, sala 420

Florianópolis -  SC 
Av. Prof. Othon Gama D'Eça, 677 - Sala 603 - Centro

 +55 31 9843-4242

contato@agcommunicare.com

©2019 - 2025

 por Communicare

CNPJ: 41.574.452/0001-64

bottom of page