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7 erros de segmentação de público que afetam campanhas 2026

  • Foto do escritor: João Pedro G. Reis
    João Pedro G. Reis
  • há 1 dia
  • 8 min de leitura

Vivemos um novo ciclo de disputas, onde a precisão na estratégia de comunicação política não é apenas desejável, mas indispensável para candidatos, assessores, gestores públicos e entidades institucionais. No blog da Communicare, temos acompanhado, de perto, as tendências que moldam o cenário eleitoral brasileiro. Segmentar o público corretamente pode definir o rumo de uma campanha, ou conduzir à invisibilidade digital. Erros na identificação e no direcionamento dos públicos comprometem resultados e desperdiçam recursos preciosos.

A seguir, vamos apresentar os 7 erros mais comuns que, em nossa experiência, prejudicam campanhas que buscam sucesso em 2026. Falaremos sobre os riscos, ilustrando com situações reais e dados recentes, e mostraremos caminhos para construir relacionamentos mais consistentes com o eleitor, fortalecendo sua autoridade digital e institucional.


O que significa segmentar públicos em campanhas políticas?


Na prática, segmentar é dividir os grandes grupos em recortes menores, com interesses, valores, hábitos e contextos próprios. Não basta falar “para todos”, é preciso personalizar a abordagem, adequando linguagem, formato, canais e horários para garantir engajamento e persuasão. Como destacou estudo publicado na Revista Interagir, o uso estratégico das mídias digitais elevou a segmentação a um dos pontos centrais da disputa eleitoral no Brasil (Revista Interagir: impacto das mídias sociais).

A teoria parece simples, mas a execução é complexa. Por isso, identificar os erros pode ser o primeiro passo para planejar campanhas mais eficazes e alinhadas à realidade brasileira.


Erro 1: Confiar apenas em dados demográficos clássicos


Muitos profissionais ainda restringem a segmentação a critérios como idade, gênero, renda e escolaridade. Esses dados continuam importantes, mas isolados, não garantem uma conexão real com o eleitor divertido, indignado ou mobilizado por causas específicas.

Imagine apostar apenas em idade e classe social para direcionar uma mensagem sobre saúde mental ou inovação tecnológica. Quantos perfis ficariam fora do radar? O público de 2026 exige, cada vez mais, campanhas capazes de captar nuanças de comportamento e engajamento digital.

Sabemos que o uso de dados comportamentais, posicionamentos em redes, motivações e hábitos de consumo tornam a segmentação mais inteligente e assertiva. No artigo sobre como usar dados demográficos para segmentar campanhas políticas, mostramos práticas para ir além do básico e modificar o impacto de cada mensagem.

Segmentar não é apenas saber “quem”, mas entender “porquê”.

Erro 2: Subestimar micromomentos e microsegmentações


Outro equívoco recorrente é dividir grandes blocos de público, colocando todos os jovens, por exemplo, no mesmo grupo. Mas cada indivíduo possui desejos e trajetórias próprias. Hipersegmentação é, nesse contexto, a capacidade de descobrir “tribos digitais” que se organizam em torno de assuntos específicos e micromomentos de decisão, e reagir a cada uma delas com eficiência.

Já abordamos exemplos práticos sobre hipersegmentação nas eleições de 2026 mostrando como identificar oportunidades dentro de comunidades online pequenas, mas altamente engajadas, pode ser o diferencial entre a polarização e a mobilização verdadeira. O desafio está em tratar cada segmento com as mensagens que realmente importam, no tempo certo, nos canais certos.


Erro 3: Desconsiderar influências digitais presentes no cotidiano


Segundo dados do DataSenado, em 2019, 29% dos brasileiros decidiram seu voto com base em mensagens do WhatsApp, e 31% foram influenciados por conteúdos no Facebook. Isso mostra que a comunicação persuasiva deixou os palanques físicos para atuar nos grupos familiares, de amigos, vizinhos e colegas de trabalho.

Quando não se mapeiam essas rotas digitais e influencers locais, o risco de falar para poucos, ou para ninguém, aumenta muito. Campanhas que ignoram a dinâmica dos grupos privados, canais de transmissão e influenciadores de bairro podem simplesmente não existir para camadas decisivas do eleitorado.

Em nossa atuação, percebemos que compreender trajetórias digitais, tópicos em discussão e formatos de conteúdo preferidos é tão necessário quanto investir em banners ou programas de rádio. O segredo está em ouvir, mais do que querer ser ouvido.


Erro 4: Mensagens desconectadas do contexto social e regional


Pode parecer óbvio, mas campanhas nacionais, estaduais e municipais costumam cometer equívocos ao replicar discursos sem adaptação regional. Nem todo debate relevante na capital faz sentido para quem vive no interior, por exemplo. Palavras, causas, exemplos e referências mudam de cidade para cidade, de bairro para bairro.

Em anos recentes, vimos exemplos em que gestores públicos e candidatos de mandatos replicaram peças e falas desenhadas para outros contextos, com baixo engajamento nos locais onde mais precisavam de votos. O eleitor percebe a distância. O regionalismo é um fator concreto, e a personalização da linguagem e das prioridades deve ser regra, não exceção.

Há diversas formas efetivas de realizar essa adaptação. Em nosso artigo sobre estratégias de comunicação eficaz para conectar-se com o público, discutimos exemplos práticos para estabelecer esse vínculo regional sem perder a identidade maior da campanha.


Erro 5: Ignorar segmentos com potencial de influência eleitoral


Um erro sutil, e grave, é priorizar os segmentos tradicionais, desconsiderando públicos “invisíveis” do debate institucional, como líderes religiosos, conselhos profissionais e sindicatos. Esses grupos não aparecem sempre nos rankings de tendências, mas representam redes de influência profunda, capazes de viralizar mensagens ou agendas específicas em questão de horas.

No contexto das eleições de 2024, o número de denúncias de propaganda eleitoral irregular evidenciou como discussões em grupos específicos podem viralizar negativamente ou positivamente. Enxergar esses públicos é estratégico, pois costumam ser ponte entre o digital e o analógico no discurso social.


Erro 6: Falhar na frequência, no timing e na adequação do canal


Segmentação não é só o que, mas também quando e onde dizer. Uma campanha pode acertar na mensagem e errar no momento ou no canal, tornando impossível o engajamento. Se o público “A” se conecta à noite pelo Instagram e o público “B” usa o WhatsApp no período da manhã, ignorar essas preferências é perder oportunidades todos os dias.

A frequência também deve ser monitorada. Excesso ou escassez de contato prejudica a percepção, tornando a campanha invasiva ou ausente. Um bom cronograma é adaptativo: analisa retornos, modifica padrões e traz flexibilidade para agir conforme as reações dos públicos.

Canal errado, mensagem certa, resultado comprometido.

Na Communicare, orientamos a adoção de rotinas de testes e acompanhamento inteligente da performance das peças, garantindo que o planejamento não vire rotina repetitiva.


Erro 7: Desconsiderar as diferenças geracionais e o público 60+


As gerações reagirão aos conteúdos de formas distintas. Especialmente a partir dos 60 anos, há transformações relevantes de comportamento, valores e consumo digital. Ignorar essas especificidades pode gerar ruído, afastamento e até desinformação.

Nossos estudos mostram que a segmentação etária adequada não se resume à escolha da plataforma, mas precisa orientar tom, ritmo, cor, formato e até a fonte utilizada nos materiais de campanha. Recentemente, destrinchamos esse tema no artigo segmentação etária do eleitor sênior, trazendo dados sobre a participação ativa dos mais velhos, que crescem a cada eleição.

Mensagens universais tendem a perder força nesse segmento, onde a personalização é vista como respeito à trajetória de vida. Não se trata de paternalismo, mas de interesse real por suas demandas.


Onde temos visto falhas e aprendizados nas eleições recentes?


Em nossa rotina consultiva, acompanhamos desde pequenas entidades até grandes coalizões políticas. Em todos, erros de segmentação foram notados, seja por excesso de automação, pela pressa em replicar modelos vindos de outros segmentos, ou pela ausência de escuta ativa das comunidades atendidas.

Exemplos que testemunhamos recentemente incluem:

  • Campanhas sindicais que direcionaram mensagens genéricas e perderam apoio ao não considerar subgrupos profissionais;

  • Candidaturas que investiram apenas em redes abertas, ignorando a força dos grupos do WhatsApp e Telegram;

  • Conselhos profissionais que não adaptaram seu discurso à cultura digital dos mais jovens, perdendo renovação de filiações e participação em votações online.

Falhar no ajuste fino pode custar votos, engajamento ou relevância institucional. Um olhar atento aos erros passados alimenta a construção de soluções adaptadas ao futuro.


Como corrigir erros e fortalecer suas campanhas?


O diagnóstico é o começo. Em seguida, sugerimos algumas ações concretas, seguindo padrões testados no contexto brasileiro e já validados em estratégias conduzidas por nós:

  • Analisar dados de engajamento digital, mapeando interações reais, e não apenas impressões ou seguidores;

  • Construir personas vivas, que evoluem conforme a campanha avança, alimentadas por pesquisas, escuta ativa e adaptações constantes;

  • Investir em testes A/B para formatos, canais, frequência e horários, adaptando estratégias aos resultados mensurados;

  • Dialogar com influenciadores de segmento e lideranças regionais, criando relacionamento de mão dupla;

  • Rever periodicamente o planejamento, abrindo espaço para respostas rápidas e flexibilidade em contextos de crise ou viralização inesperada.


Soluções práticas para cada erro apresentado


Resumindo os sete erros, apresentamos sugestões diretas que aplicamos em nossos projetos:

  • Vá além da idade e classe social: inclua motivações, hábitos e temas de interesse na sua segmentação;

  • Busque microsegmentos reais, interagindo com grupos pequenos e identificando suas lideranças naturais;

  • Mapeie trajetórias digitais dos públicos, onde circulam, quem os influencia, como reagem a formatos diversos;

  • Adapte regionalmente a linguagem, os exemplos e prioridades das mensagens;

  • Valorize redes de influência (sindicatos, conselhos, grupos religiosos, entidades setoriais);

  • Ajuste a frequência, os canais e o timing das mensagens a cada contexto;

  • Inclua a segmentação etária e respeite os públicos acima dos 60 anos, eles são decisivos em disputas majoritárias e proporcionais.

As campanhas que irão se destacar em 2026 serão aquelas capazes de enxergar o mosaico brasileiro em seu detalhe, sem perder de vista o quadro geral.


O papel da Communicare: como potencializamos sua segmentação?


Aqui na Communicare, atuamos como parceiros estratégicos para candidatos, entidades, lideranças e equipes de mandatos nas suas campanhas regionais e nacionais. Unimos expertise técnica, sensibilidade política e dados atualizados, sempre buscando compreender tendências antes que virem consenso.

Além disso, trazemos exemplos de soluções personalizadas, pesquisas de opinião detalhadas e ferramentas de micro e hipersegmentação, sempre adaptadas à realidade brasileira. Isso garante mais potência, precisão e eficiência na conversa com o eleitor, em todos os pilares: eleitoral, sindical ou institucional.

Se deseja debater estratégias, repensar seu planejamento ou tirar dúvidas sobre segmentação, convidamos você a preencher o formulário disponível em nosso site. Este pode ser o ponto de virada para uma campanha de êxito em 2026.


Conclusão: Segmentação é estratégia, precisão e respeito ao eleitor


No contexto das campanhas eleitorais de 2026, segmentar o público com inteligência não é apenas um requisito técnico, é sinal de respeito à diversidade brasileira. Erros neste processo podem custar engajamento, voto e relevância. Ao superá-los, ampliamos nossa capacidade de conversar, mobilizar e convencer.

Na Communicare, reafirmamos nosso compromisso com a construção de estratégias digitais e institucionais que conectam, transformam e fortalecem lideranças para o ciclo eleitoral que se aproxima.

Sua campanha começa quando você escolhe ouvir de verdade.

Quer transformar seu planejamento? Entre em contato conosco e descubra como nossa equipe pode levar sua campanha a um novo patamar. O futuro eleitoral é segmentado, e nós mostramos o caminho.


Perguntas frequentes sobre segmentação de público nas campanhas 2026



O que é segmentação de público?


A segmentação de público é o processo de dividir a audiência em grupos menores, com características, interesses, comportamentos ou necessidades similares, para que cada grupo receba comunicações mais adequadas e eficazes. Isso garante que cada mensagem chegue no formato, canal e momento certos para gerar impacto e engajamento.


Como evitar erros de segmentação?


Evitar erros de segmentação passa por três etapas: analisar dados aprofundados (além das informações demográficas tradicionais), testar diferentes recortes e estratégias de comunicação, e monitorar constantemente os resultados. Ajustar rapidamente frente a resultados e feedbacks diretos é essencial. Buscar auxílio profissional, como o que oferecemos na Communicare, também acelera e qualifica esse processo.


Quais são os principais erros de segmentação?


Os principais erros que identificamos são: confiar apenas em critérios demográficos, ignorar microsegmentos, desconsiderar influências digitais, replicar mensagens sem adaptação regional, descartar segmentos de influência, falhar na frequência e no canal de envio e não respeitar diferenças geracionais, especialmente do público 60+.


Por que segmentar o público é importante?


Segmentar o público gera campanhas mais eficientes, aumenta o retorno sobre investimento, potencializa o engajamento e demonstra respeito pela diversidade do eleitorado brasileiro. Está comprovado que estratégias de segmentação aumentam as chances de sucesso nas urnas e na construção de autoridade institucional.


Como corrigir erros em campanhas digitais?


Corrigir erros começa com um diagnóstico honesto: revise dados, escute os públicos, teste novos formatos e reavalie tanto os canais como o timing das ações. Small adjustments based on real-time feedback reinforce continuous improvement. Ferramentas de análise, pesquisas de opinião e consultoria profissional, como a oferecida pela Communicare, aceleram todo esse processo com segurança e assertividade.

 
 
 

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