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Rastreamento de fake news locais: métodos para eleições seguras

  • Foto do escritor: João Pedro G. Reis
    João Pedro G. Reis
  • 24 de dez. de 2025
  • 9 min de leitura

O ciclo eleitoral brasileiro é movimentado, diverso e profundamente influenciado pela circulação de informações em tempo real. Em meio a debates legítimos, cresce a presença perigosa das fake news, capazes de destruir reputações, enganar o eleitorado e comprometer a integridade do processo democrático. Diante deste cenário, nós, da Communicare, assumimos o compromisso de orientar lideranças, assessorias e gestores sobre como mapear, identificar e combater notícias falsas em nível local, utilizando métodos comprovados e tecnologias adequadas ao contexto das eleições municipais, estaduais, federais, sindicais e de conselhos profissionais.

A credibilidade das eleições depende de informação confiável.

Neste artigo, guiados pela experiência de João Pedro Reis, Diretor Executivo da Communicare e especialista em Comunicação e Estratégia Política, apresentaremos uma análise aprofundada sobre métodos e ferramentas para detecção de fake news locais, integrando dados recentes, exemplos práticos e boas práticas para garantir eleições seguras em 2026, 2028 e além.


A força das fake news locais no contexto eleitoral


Dados revelam um cenário alarmante: quase 90% dos brasileiros já acreditaram em conteúdos falsos e, em 63% das situações, as mentiras estavam relacionadas a campanhas eleitorais. Isso mostra que, mais do que um fator periférico, as fake news se tornaram protagonistas em muitas localidades.

A preocupação se justifica quando lembramos que as notícias falsas:

  • Manipulam a percepção popular sobre candidatos, partidos e propostas;

  • Desestimulam a participação democrática;

  • Criam ameaças à ordem pública e à reputação de lideranças;

  • Prejudicam a confiança em entidades e instituições.

Esses impactos são ainda mais sentidos em cidades pequenas, regiões interioranas e nichos como sindicatos, conselhos e associações. Nestes ambientes, a propagação de boatos ganha agilidade e profundidade, pois o contato direto intensifica a viralização.

Uma fake news local tem potencial destrutivo avassalador.

Segundo o DataSenado, 72% dos usuários de redes sociais se depararam com notícias suspeitas recentemente. Isso reforça nosso alerta para a urgência e seletividade na ação.


A importância do rastreamento em tempo real


A ação contra fake news não pode ser reativa. O rastreamento eficiente depende de monitoramento constante e respostas rápidas. Durante campanhas eleitorais, a diferença entre conter um boato em minutos ou permitir sua proliferação por horas pode significar vitória ou derrota nas urnas.

Foi observando essa necessidade que estruturamos, na Communicare, projetos integrados de monitoramento de desinformação em tempo real. Essa abordagem permite:

  • Identificar rapidamente a origem e a propagação de fake news;

  • Mapear canais, grupos e influenciadores que impulsionam conteúdos enganosos;

  • Classificar o grau de risco de cada boato para definir respostas estratégicas.

Para ilustrar, em eleições municipais de cidades do interior, notamos ao menos três focos comuns de fake news:

  • Grupos fechados no WhatsApp e Telegram;

  • Páginas no Facebook e perfis anônimos em redes locais;

  • Correntes de mensagens difundidas via listas segmentadas de e-mail e SMS.

O desafio é monitorar, sem invadir a privacidade do eleitor, todos esses ambientes simultaneamente. Para isso, técnicas como análise de big data, automação de alertas e atuação de equipes de checagem são indispensáveis.


Métodos práticos para rastrear fake news locais


A detecção assertiva de fake news exige a combinação de processos investigativos, tecnologia e presença humana. Em nossa experiência à frente da Communicare, estruturamos uma metodologia própria, baseada nas seguintes etapas:


1. Mapeamento dos ambientes digitais relevantes


Cada município, conselho ou sindicato tem suas próprias “praças digitais”. Identificar onde o debate acontece é o primeiro passo para rastrear informações falsas com precisão. Esse mapeamento envolve:

  • Levantamento de grupos e canais de WhatsApp e Telegram ativos na região;

  • Identificação de perfis e páginas influentes no Facebook, Instagram, X e TikTok;

  • Monitoramento de fóruns, blogs e portais de notícias locais;

  • Cadastro de listas de e-mails e SMS utilizadas para comunicação rápida.

Durante o processo de mapeamento regional de fake news, a expertise local dos colaboradores faz diferença, pois nuances culturais influenciam muito na linguagem e nas fontes.


2. Monitoramento automatizado de palavras-chave e padrões


Com os ambientes mapeados, entramos na fase de monitoramento automatizado. A tecnologia permite identificar padrões suspeitos como:

  • Surtos repentinos de determinadas palavras, nomes ou expressões locais;

  • Repetição de narrativas incomuns em diferentes grupos;

  • Aumento no volume de mensagens em horários específicos, próximos a eventos ou debates.

Ferramentas de automação agilizam o trabalho da equipe de análise, mas a interpretação humana ainda é fundamental na triagem de conteúdos que fogem da parametrização padrão. Afinal, boatos regionais podem usar gírias, apelidos e termos específicos difíceis de detectar apenas com robôs.


3. Checagem manual e análise contextual


Nenhuma automação substitui a análise detalhada de contexto. Quando indícios de fake news surgem, o trabalho do analista é investigar:

  • A veracidade factual da informação, cruzando-a com fontes oficiais e históricas;

  • O histórico do perfil ou canal responsável pela difusão;

  • Se o conteúdo manipula imagens, transcreve áudios editados ou utiliza deepfakes.

Para situações de alto risco, montamos verdadeiros laboratórios de checagem de fake news, reunindo especialistas em comunicação, política, direito e tecnologia.


4. Análise de rede e mapeamento de difusão


Uma fake news não se espalha sozinha. Identificar os nós da rede, ou seja, perfis e influenciadores que amplificam o boato, permite atuar cirurgicamente para quebrar a cadeia de disseminação. Usamos ferramentas que mapeiam:

  • Fluxo de compartilhamento de links e mensagens;

  • Interações e reações em postagens específicas;

  • Correlação entre picos de engajamento e surgimento de novas narrativas falsas.

A análise de rede revela rapidamente lideranças negativas, permitindo contato imediato com plataformas, imprensa local ou até denúncias jurídicas. Este tipo de resposta, planejada com antecedência, constitui uma poderosa defesa para candidatos e entidades.


Casos reais: aprendizados e estratégias adotadas



Exemplo fictício: ataque coordenado em associação de bairro


Durante eleição de diretoria em uma associação de moradores, surgiram boatos de fraude, disseminados em grupos de WhatsApp. O volume de mensagens cresceu 500% em um fim de semana, levando ao descrédito da gestão e ameaçando a realização da votação. Entramos em ação utilizando nossa metodologia:

  • Mapeamos os grupos e monitoramos os horários de pico;

  • Identificamos as palavras mais usadas, como “corrupção”, “compra de votos” e “decisão ilegal”;

  • Checamos a origem dos áudios e vídeos, percebendo edições e cortes recentes;

  • Descobrimos que os conteúdos nasceram em apenas dois perfis, ligados a ex-candidatos derrotados;

  • Municiamos a diretoria com respostas rápidas, baseadas em fatos, e realizamos esclarecimentos junto à imprensa local.

O resultado foi a redução imediata dos boatos e o restabelecimento da confiança entre os associados.


Como evitar o efeito manada?


O chamado efeito manada ocorre quando muitos usuários compartilham notícias falsas antes mesmo de verificar a veracidade. As causas? Emoção, impulsividade e pressão social. Para inibir esse fenômeno, sugerimos práticas como:

  • Educação em comunicação digital para lideranças, equipes e eleitores;

  • Criação de boletins de esclarecimento rápidos, sempre ilustrando fatos com provas;

  • Monitoramento 24h, inclusive durante finais de semana e feriados;

  • Campanhas de conscientização, reforçando a responsabilidade coletiva da comunidade.

A informação precisa e rápida ainda é o antídoto mais eficaz contra a propagação de mentiras.


O papel das equipes de defesa contra desinformação


Nas eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral publicou 193 esclarecimentos contra fake news, mostrando como as equipes de defesa são indispensáveis. Nós, na Communicare, estruturamos células multidisciplinares compostas por:

  • Comunicadores experientes na resposta rápida;

  • Pesquisadores e analistas de dados para rastreio de tendências;

  • Especialistas jurídicos para orientações sobre denúncias e responsabilização;

  • Profissionais de tecnologia focados em automação e análise preditiva.

A atuação coordenada dessas equipes amplia o alcance e eficácia das respostas a boatos, filtrando os casos mais graves e orientando o que merece ou não ser levado ao conhecimento público e à justiça eleitoral.


Microtargeting e fake news: armadilha para campanhas locais


O microtargeting político, uso sofisticado de dados para direcionar mensagens a grupos específicos, tem sido explorado por disseminadores de fake news. Em campanhas locais, onde as comunidades são menores e as relações interpessoais mais próximas, o impacto é devastador.

A manipulação por microtargeting normalmente envolve:

  • Segmentação de audiências vulneráveis, como eleitores indecisos ou descontentes;

  • Envio personalizado de boatos, explorando dores e medos locais;

  • Uso de deepfakes para simular declarações, vídeos e áudios falsos de candidatos.

Em recente manual produzido para lideranças, nossa equipe explicou como identificar e bloquear deepfakes durante o período eleitoral, reforçando a necessidade de auditar conteúdos recebidos, mesmo aqueles aparentemente autênticos ou “enviados por amigos”.


Boas práticas para equipes locais, entidades e gestores públicos



Treinamento e protocolos de resposta


Treinar as equipes envolvidas no processo eleitoral sobre fake news é um diferencial. Protocolos bem definidos promovem rapidez e assertividade. Algumas orientações práticas:

  • Estabeleça rotinas claras para triagem, análise e resposta de boatos;

  • Tenha modelos prontos para esclarecimentos públicos e negativos oficiais;

  • Mantenha canais de relacionamento direto com a imprensa e o judiciário.


Integração com campanhas de educação midiática


Vivemos em um país onde, segundo pesquisa do DataSenado, 78% da população apoia o combate às fake news nas redes sociais. Portanto, a integração de campanhas educativas faz toda a diferença.

Exemplos de ações:

  • Palestras em escolas, sindicatos e conselhos sobre a responsabilidade da checagem de informações;

  • Vídeos curtos explicando o passo a passo de como identificar boatos e denunciar;

  • Criatividade no uso de memes e linguagem local para engajar o público mais jovem.


Ferramentas digitais para monitoramento e denúncia


Colocamos à disposição de nossos clientes e parceiros indicações de plataformas e sistemas que facilitam o rastreamento e a denúncia de fake news. No entanto, reforçamos sempre: a tecnologia só tem efeito real quando acompanhada de análise humana, protocolos éticos e transparência no processo. A confiança nasce do exemplo e da ação contínua.


Monitoramento ético e respeito à privacidade


Ao rastrear fake news em ambiente local, é preciso diferenciar informação pública de comunicações privadas. O monitoramento nunca pode ferir direitos básicos ou expor indevidamente os cidadãos. Nosso compromisso é trabalhar sempre dentro da legalidade, garantindo que qualquer coleta ou tratamento de dados obedeça a regras claras, com consentimento expresso quando necessário.


O papel das pesquisas de opinião e engajamento cidadã


As pesquisas de opinião são grandes aliadas na identificação de focos de desinformação, pois permitem identificar rapidamente mudanças de percepção em comunidades afetadas por boatos. Ao cruzar dados de rastreamento digital com resultados de pesquisas podemos agir rapidamente quando há suspeita de campanhas coordenadas de manipulação.

O engajamento da população é outro pilar fundamental. Devemos fomentar a cultura da denúncia, do questionamento saudável e do consumo crítico de informações, seja em nível institucional, seja nas relações interpessoais e familiares.


Desafios para as eleições de 2026 e tendências futuras


Com o avanço da inteligência artificial, da manipulação de vídeos e da personalização de campanhas, as fake news tornam-se mais sofisticadas e difíceis de detectar. Em 2026, teremos desafios inéditos, exigindo:

  • Integração ágil entre equipes de comunicação, TI, jurídico e imprensa;

  • Monitoramento automatizado reforçado com análise contextual robusta;

  • Estratégias de engajamento digital para contrapor narrativas falsas de forma criativa e didática.

Cada eleição traz lições preciosas. O aprendizado contínuo e a troca de experiências entre entidades fortalece todo o ecossistema democrático. Nossa missão segue sendo municiar clientes e parceiros com técnicas atualizadas, empatia e visão estratégica de longo prazo.


Conclusão: informação segura é democracia garantida


Caminhamos juntos para eleições mais seguras, esclarecidas e confiáveis. O rastreamento de fake news locais exige preparo técnico, sensibilidade cultural e reação rápida. No coração desse trabalho está o empenho coletivo para proteger a democracia, garantir debates justos e manter viva a esperança de um país mais transparente e participativo.

Se sua campanha, entidade ou conselho deseja criar uma estratégia realmente eficaz contra fake news, conte com a expertise da Communicare. Preencha nosso formulário no site e nossa equipe estará pronta para analisar seu cenário, apontar soluções e apoiar o fortalecimento da sua reputação.


Perguntas frequentes sobre rastreamento de fake news locais: métodos para eleições seguras



O que é rastreamento de fake news locais?


Rastreamento de fake news locais é o conjunto de técnicas e processos para identificar, analisar e conter a disseminação de informações falsas em ambientes digitais de cidades, bairros ou comunidades específicas, especialmente durante períodos eleitorais. Seu objetivo é proteger a verdade e a integridade do debate público de destruições e ataques coordenados que afetam diretamente o voto dos eleitores.


Como identificar fake news nas eleições?


A identificação de fake news nas eleições requer atenção a sinais como conteúdos sensacionalistas, ausência de fontes confiáveis, manipulação de imagens ou áudios e compartilhamento súbito de mensagens em grupos locais. Utilizar metadados, buscar fontes oficiais e contar com equipes treinadas em checagem manual são práticas essenciais para identificar rapidamente informações suspeitas.


Quais métodos existem para rastrear notícias falsas?


Os métodos mais recomendados incluem: mapeamento dos canais digitais relevantes, monitoramento automatizado de palavras-chave, análise de padrões de difusão, checagem manual de conteúdos e análise de rede social. A integração desses métodos, apoiada por tecnologia e por conhecimento local, é fundamental para respostas rápidas e assertivas.


É seguro confiar em rastreadores automáticos?


Rastreadores automáticos de fake news são aliados importantes, mas a segurança plena depende da supervisão humana, pois algoritmos podem falhar ao interpretar gírias, ironias ou contextos culturais específicos. A combinação entre tecnologia e análise crítica é o caminho mais seguro.


Como denunciar fake news relacionadas a eleições?


Para denunciar fake news, recomenda-se acionar canais oficiais de órgãos eleitorais, delegacias especializadas e as próprias plataformas de redes sociais, além de registrar provas, como prints e links. É fundamental informar rapidamente para limitar o alcance e evitar consequências graves à democracia.

 
 
 

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