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Como criar roteiros para vídeos de campanha em formato vertical

  • Foto do escritor: João Pedro G. Reis
    João Pedro G. Reis
  • 11 de nov. de 2025
  • 10 min de leitura

Nos últimos anos, os vídeos em formato vertical conquistaram o centro das estratégias de comunicação política, institucional e eleitoral. Na minha trajetória, atuei junto a candidatos, lideranças sindicais e gestores públicos que buscavam engajar públicos cada vez mais conectados a conteúdos rápidos, de fácil consumo e de alto impacto. Nessa jornada, observei que a transição para o formato vertical foi acelerada não apenas pelo avanço dos smartphones, mas também pelas preferências de audiência em redes sociais.

O vídeo vertical é uma das ferramentas mais poderosas para campanhas de comunicação no Brasil atual. E criar roteiros eficazes para esse formato exige técnica, adaptação linguística, criatividade e domínio de narrativa digital.


O cenário atual do vídeo vertical nas campanhas


O formato vertical deixou de ser tendência e tornou-se padrão em consumo de conteúdo mobile. Segundo análise do Digital News Report 2024, 66% das pessoas já assistem semanalmente a vídeos curtos de notícias, boa parte deles capturados em formatos voltados à tela do celular. Comportamento ainda mais marcante entre jovens, que priorizam plataformas nascidas para o mobile.

Já o Global Media Awards 2025 revelou que 60% dos projetos bem-sucedidos para engajamento jovem apostam em vídeos verticais como peça central de suas estratégias. Quinze segundos podem decidir o futuro de uma campanha pública. Quem compreende essa lógica tem vantagem real no universo político, e é aqui que a escrita do roteiro se torna o diferencial.


Por que roteirizar vídeos verticais?


É comum ouvir: "Vídeos verticais são rápidos, naturais, espontâneos". E sim, muitos deles exploram a informalidade, mas por trás dos conteúdos de maior alcance, existe sempre um roteiro detalhado. Roteiro é método, clareza de ideia e preparação para potencializar o efeito de cada segundo gravado. No contexto de uma campanha, seja eleitoral, sindical ou institucional, o roteiro é a linha mestra que liga objetivo, mensagem e linguagem à realidade de cada público.

Nessa área, eu já vi campanhas perderem seu foco por improviso demais. Outras ganharam escala e conexão justamente por planejarem, cena a cena, o que e como seria dito. O vídeo é, acima de tudo, um ato de comunicação estratégica, e quem escreve com planejamento consegue aumentar a taxa de retenção, o engajamento e, principalmente, o potencial de viralização dos conteúdos.

Cada segundo em vídeo vertical pode valer um voto, um apoio, uma mudança de percepção.

Estrutura básica de um roteiro para vídeo vertical


Quando escrevo um roteiro para vídeo de campanha em formato vertical, inicio pelo fim: “O que quero que meu público pense, sinta e faça ao terminar de assistir?” A resposta orienta o passo a passo das próximas decisões. Estruturo o roteiro com base em três blocos centrais:

  • Abertura, Os primeiros 2 a 5 segundos: capturar total atenção.

  • Desenvolvimento, Do 3º segundo até cerca de 70% do tempo: entrega da mensagem, apresentação do argumento e da identidade da campanha.

  • Fechamento, Últimos segundos: chamada clara à ação (CTA), reforço de marca/nome/cargo.

Essa estrutura é simples, mas funciona para qualquer vídeo curto voltado à mobilização política e institucional.


Abertura que prende


Aqui, gosto de usar imagens de impacto, frases provocativas, perguntas diretas ou até mesmo começar já com o rosto do candidato ou do representante. Busco algo que pare o espectador no feed, nada de enrolação: o primeiro frame deve ser quase magnético. Exemplo: “Você sabia que o seu voto pode salvar vidas?” ou “Já imaginou um sindicato forte de verdade?”


Desenvolvimento com propósito


O desenvolvimento precisa ser objetivo e conduzido com linguagem acessível. Para públicos amplos, uso frases curtas, inclusive testando repetições para reforçar o ponto central. A partir desse núcleo, destaco propostas, mostro cenas do dia a dia de mandato, cenas reais da comunidade, sempre prevendo a dinâmica de cortes rápidos, imagens-texto e legendas.

Se o objetivo é atingir públicos de conselhos, associações ou lideranças, exploro elementos de narrativa presentes também em outras estratégias narrativas para conselhos profissionais: dados, depoimentos curtos e frases de efeito que combinem emoção com racionalidade.


Fechamento com chamada à ação


No final, uma CTA clara: “Compartilhe”, “Comente”, “Apoie”, “Mande para quem precisa ouvir isso”. Ou reforço da identidade (“Vote João”, “A mudança começa com você”, “Nossas conquistas, nosso sindicato”). O fechamento precisa ser explícito e orientado à mobilização, porque é a última informação que ficará na mente do eleitor ou apoiador.


Passos para criar seu roteiro de vídeo vertical


Agora vou compartilhar o método que aplico diariamente na agência Communicare para criar roteiros vencedores para vídeos verticais em campanhas eleitorais, associativas e institucionais:

  1. Defina objetivo e persona. Antes de mais nada, pergunto: “Para quem é esse vídeo? Qual ação espero no fim?”. Seja para conquistar votos jovens, engajar filiados de um conselho regional ou informar servidores, cada roteiro nasce desse recorte.

  2. Liste os pontos-chave. Em um texto curto, elenque os pontos que não podem faltar, do dado estatístico ao convite de participação. Gerar um esqueleto prévio evita que argumentos se percam ao gravar.

  3. Monte um storyboard simples. Não precisa de desenhos profissionais. Bastam tópicos ou frases descrevendo cada cena. Exemplo: 01- Candidato entra em cena olhando para a câmera.

  4. 02- Fala: “Todo mundo merece segurança no bairro”.

  5. 03- Mostra imagens de rua iluminada.

  6. 04- Fechamento: “Você aprova essa ideia?”

  7. Escreva as falas pensando no ritmo. Vídeo curto pede frases curtas. Cada frase deve caber em uma respiração, para facilitar legendas e compreensão. Na dúvida, leia em voz alta: se soar forçado, ajuste.

  8. Identifique onde usar apoio visual. Marque no roteiro onde entram legendas, imagens, gráficos, logos ou até emojis. No formato vertical, ilustrações e textos na tela valem tanto quanto a fala.

No vertical, menos é mais, cada segundo deve ser planejado.

Dicas para roteiros que funcionam em eleições e mandatos


Com base em campanhas recentes, destaco aprendizados úteis para quem quer acertar na comunicação:

  • Seja direto: O público está a um deslize de pular seu vídeo. Garanta a mensagem desde o início.

  • Pense mobile: Lembre-se de que 90% dos acessos vêm do celular, então fontes legíveis e imagens marcantes são prioridade.

  • Leve a identidade visual da campanha para a cena: Seja por cores, logotipos ou trilhas sonoras, a marca deve aparecer do começo ao fim.

  • Inclua legendas: Muitos assistem vídeos sem som. Legendas aumentam engajamento e compreensão.

  • Adapte a linguagem para o segmento: Se o vídeo é para sindicatos, traga exemplos próximos da categoria. Para conselhos, foque em benefícios diretos e lutas da área.


Como escolher temas e argumentos para vídeos verticais?


Nenhum roteiro ganha força sem conteúdo relevante. Na minha experiência, começo a escolha dos temas com base em perguntas como:

  • Qual dor do público minha campanha resolve?

  • O que é urgente ou polêmico hoje?

  • Como conectar o tema à realidade local, da categoria ou da base de filiados?

Argumentos devem ser simples, possíveis de ser resumidos em até duas frases e, se possível, ilustrados por situações reais. Um roteiro para OAB, por exemplo, pode abrir citando uma vitória concreta. Já para mandatos legislativos, mostrar resultado de emenda ou ação efetiva no bairro.

Dou bastante atenção em campanhas para narrativas em contextos polarizados: nesses casos, roteiros que exploram empatia, reconhecimento de divergências e foco em soluções agregadoras tendem a ter efeito melhor do que mensagens de ataque ou excessivamente técnicas.


Quando usar dados e provas sociais no roteiro?


O uso inteligente de dados, mesmo em vídeos curtos, é excelente forma de agregar credibilidade. Cito percentuais (“85% das pessoas pedem mais segurança”) ou recortes de depoimentos (“Eu sou Maria, vejo a diferença no bairro depois da iluminação”). Provas sociais são valiosas também para campanhas sindicais e institucionais porque tornam a mensagem mais próxima do cotidiano.


Roteirização x improviso: quando planejar e quando ser espontâneo?


Essa dúvida é frequente em grupos de campanha. Acredito no equilíbrio: O roteiro organiza o foco do vídeo e garante que a mensagem principal não se perca, mas um toque de espontaneidade humaniza e aproxima. Na prática, costumo criar roteiros com pontos principais, deixando margens para adaptações em gravação, assim, o vídeo combina preparação e autenticidade.

O preparo leva à confiança diante da câmera.

Etapas finais do roteiro: revisão e engajamento


Roteiro pronto não é roteiro final. Sempre faço testes com pessoas da equipe ou base eleitoral/sindical antes de gravar. Ouço feedbacks, observo pontos de dúvida e corrijo frases que soam rígidas ou ambíguas. Sigo também a tendência de vídeos colaborativos, convidando apoiadores e filiados a participarem com depoimentos ou sugestões de frases, o que amplia engajamento e autenticidade.

Ao revisar, me atento a:

  • Superlativos ou promessas genéricas (evito exageros, busco sempre fatos reais).

  • Inclusão de palavras-chave locais: o nome do bairro, da categoria ou da instituição precisa aparecer.

  • Tom de voz positivo e propositivo, sobretudo em campanhas para instituições de classe, é essa abordagem que gera identificação.


Adaptando roteiros para diferentes públicos


Cada segmento político-institucional pede sua linguagem. Já escrevi para campanhas estudantis, conselhos profissionais federais e eleições sindicais. Em todos os casos, personalizo o roteiro a partir da realidade da base. Para filiados de conselhos, trago linguagem institucional, evidenciando responsabilidades e conquistas coletivas. Em sindicatos, aposto em exemplos cotidianos e cobro clareza nas demandas.

Para públicos mais jovens, além de linguagem direta, exploro memes, desafios e tópicos em alta no momento, sempre alinhados ao tom da campanha. Com base em estudos recentes sobre iniciativas de sucesso no público jovem, vídeos com ritmo dinâmico, interações rápidas e estética visual moderna têm maior alcance.


Quando a técnica supera o improviso


Criando para a Communicare, aprendi que a preparação técnica faz toda diferença, ainda que o resultado desejado seja de proximidade. Utilizo referências de conteúdo segmentado e acessível, buscando sempre o equilíbrio entre apelo emocional e clareza.


Erros mais comuns ao criar roteiros para vídeos verticais


Durante avaliações de campanhas que passaram pela Communicare, identifiquei erros recorrentes entre equipes de comunicação e assessores:

  • Focar em excesso de informações: Tentar dizer tudo em 30 segundos só confunde. Prefira uma mensagem clara e direta.

  • Ignorar o contexto visual: Cenas mal iluminadas, excesso de texto ou poluição visual reduz o impacto. O cenário precisa reforçar a mensagem.

  • Não adaptar linguagem ao segmento: Campanhas para conselhos exigem termos distintos do que é usado com jovens eleitores.

  • Esquecer a CTA: Vídeos sem chamada à ação perdem inércia e engajamento.

  • Improviso total sem revisão: Gravar sem roteiro muitas vezes compromete a mensagem e gera ruídos na comunicação.

No meu trabalho em campanhas, já presenciei equipes querendo inovar demais e acabando por afastar o público central. O roteiro não limita, ele direciona a criatividade para objetivos reais.


Ferramentas e recursos para roteirização


Embora a base do roteiro esteja sempre no papel ou no bloco de notas digital, hoje existem aplicativos que ajudam a transformar ideias em estruturas visuais impactantes. Ainda assim, insisto: a criatividade, o domínio da mensagem e o conhecimento do público continuam sendo os fatores chave. Ferramentas digitais são aliadas, não substitutas do trabalho estratégico do roteirista.


Testando diferentes formatos de roteiros


Na Communicare, costumo testar três modelos principais de roteiros, variando conforme o contexto da campanha:

  1. Roteiro linear tradicional: Abre com a mensagem central, desenvolve argumento e fecha com CTA.

  2. Roteiro em formato de pergunta-resposta: Inicia com uma dúvida comum e resolve em poucos segundos, eficiente para vídeos de esclarecimento ou mobilização rápida.

  3. Roteiro colaborativo: Diversas pessoas (filiados, apoiadores, lideranças) participam, cada um trazendo um trecho da narrativa.

Esse sistema nos dá flexibilidade para adaptar o discurso e ampliar a autenticidade dos vídeos, aspecto valorizado pelo público conectado, como demonstra o crescimento do consumo de vídeos noticiosos curtos na internet.


Como medir o sucesso de um roteiro de vídeo vertical?


Eu encaro o sucesso não só por métricas de visualizações, mas, sobretudo, pelo nível de interação e ação gerada ao fim dos vídeos. Alguns indicadores principais:

  • Taxa de retenção (quantos assistem até o fim?).

  • Engajamento (curtidas, comentários, compartilhamentos).

  • Conversões (respostas à chamada, inscrições, adesão a campanhas ou eventos).

  • Qualidade do feedback (comentários positivos de lideranças e apoiadores).

Um roteiro bem executado, relevante e visualmente atraente transforma vídeo em mobilização. É nisso que acredito e pratico diariamente na Communicare.


Exemplo prático de roteiro para vídeo vertical em campanha sindical


Vou sugerir um exemplo básico que você pode adaptar ao seu dia a dia, considerando um contexto sindical:

  • Tema: Valor da união sindical na conquista de direitos.

  • Abertura (0-3s): “Você sabe por que participar do sindicato faz diferença na sua vida?” (imagem de trabalhador olhando para câmera, ambiente de trabalho ao fundo)

  • Desenvolvimento (4-13s): “Foi o sindicato que conquistou o reajuste, o vale alimentação, a folga.” (aparece arte com conquistas reais, frases destacadas na tela)

  • Fechamento (14-15s): “Faça parte! Juntos a categoria é forte.” (imagem do grupo reunido, logo da entidade na tela, botão de participação)

O segredo está em unir texto, imagem, ritmo e motivação. Esse modelo vale para causas de conselhos, associações e mandatos também.


Integração das estratégias de roteiro com outros pilares da comunicação


Criar roteiros para vídeos de campanha em vertical dialoga com outras vertentes da produção de conteúdo segmentado, acessível e de engajamento digital, como demonstro também em discussões sobre estratégias e formatos essenciais para campanhas e sobre conteúdo acessível versus técnico. A palavra-chave é integração entre linguagem, imagem e identidade, sempre mirando a proximidade com o público-alvo.

O roteiro é a ponte entre sua ideia e a ação do seu público.

Conclusão: transforme ideias em impacto com roteiros bem pensados


Ao longo deste artigo, busquei compartilhar as bases e técnicas que aplico diariamente junto à equipe da Communicare para ampliar o alcance de campanhas políticas, institucionais e sindicais por meio de vídeos em formato vertical. Mensagens bem roteirizadas são aquelas que despertam atenção, traduzem propostas em poucos segundos e estimulam o engajamento de verdade. Em um cenário cada vez mais concorrido, preparo e técnica fazem toda a diferença na conquista do seu público.

Se você ficou com dúvidas, precisa de roteiros personalizados ou busca multiplicar resultados em sua estratégia de comunicação, convido você a preencher o formulário no site da Communicare e conversar comigo. Vamos juntos transformar roteiros em campanhas vencedoras. A hora de potencializar sua mensagem é agora!


Perguntas frequentes sobre roteiros para vídeos verticais



O que é um vídeo em formato vertical?


Vídeos em formato vertical são aqueles gravados ou editados para serem exibidos na orientação “em pé”, aproveitando todo o espaço da tela do smartphone. Eles normalmente seguem a proporção 9:16 e são produzidos pensando no consumo mobile, como ocorre em plataformas como Instagram Stories, Reels, TikTok e WhatsApp.


Como criar um roteiro para vídeos curtos?


Para roteiros curtos, priorize um objetivo claro, abordagem direta e chamadas à ação bem definidas. Estruture em três blocos: abertura de impacto (primeiros segundos), desenvolvimento objetivo (apresentação do argumento), fechamento com convite à interação ou mobilização. Simplifique os textos, escolha temas relevantes para sua audiência e revise sempre pensando no tempo limitado do vídeo.


Quais aplicativos ajudam a montar roteiros?


Existem aplicativos de blocos de notas digitais, organizadores de ideias (como mapas mentais) e plataformas de edição colaborativa que auxiliam na roteirização, mas o mais importante é o planejamento estratégico da mensagem. Ferramentas digitais potencializam a organização, mas não substituem o alinhamento entre objetivo, roteiro e público. O trabalho consultivo e a orientação especializada, como oferecido pela Communicare, fazem toda a diferença nesse processo.


Vale a pena investir em vídeos verticais?


Sim, os vídeos em formato vertical dominam o consumo de conteúdo no país e são fundamentais para candidaturas, sindicatos, conselhos e entidades que querem engajar públicos em redes sociais e aplicativos de mensagem. Eles alcançam melhor perfis jovens e aumentam as taxas de interação, segundo dados do Digital News Report 2024 e projetos no Global Media Awards 2025.


Quais erros evitar em roteiros para campanhas?


Evite roteiros longos e confusos, excesso de informações, falta de chamada à ação, linguagem inadequada ao público, ausência de legendas e cenários visuais poluídos. Planeje cada segundo do vídeo, revise a linguagem, adapte a identidade visual da campanha e teste com diferentes perfis antes de publicar. Se possível, conte com orientação profissional para potencializar o efeito dos seus roteiros.

 
 
 

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