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O Impresso Não Morreu: 5 Dicas para Economizar com Gráficas nas Eleições 2026

  • Foto do escritor: João Sampaio
    João Sampaio
  • há 2 dias
  • 6 min de leitura

Por João Sampaio*  


Será que em tempos dominados por Inteligência Artificial, redes sociais e influenciadores digitais ainda haverá espaço para o material impresso na próxima eleição?


Na Communicare, temos convicção que sim: o impresso estará lá, firme e forte, disputando corações, mentes e — principalmente — as mãos dos eleitores. Nem tão onipresente quanto nos anos 1990, mas mais estratégico do que nunca.


Um Pouco de 'Túnel do Tempo': O Reinado do Impresso

Nos idos de 1990 para o início dos anos 2000, o Brasil vivia a euforia da redemocratização. O mundo em preto e branco ia ficando para trás, abrindo espaço para uma explosão de cores. O impresso reinava absoluto.

Jornalões como Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo, Jornal do Brasil — e aqui em Minas, o Estado de Minas, Hoje em Dia e O Tempo — estampavam páginas coloridas. As bancas de revistas mal tinham espaço. Era uma festa regada a papel, tinta, cores e formatos.

O enxoval básico das campanhas tinha invariavelmente: cartaz para postes e paredes; adesivo de para-choque; santinho com bio e colinha com nome e número. Os mais endinheirados ostentavam um jornal próprio — geralmente um tabloide — com apresentação do candidato, plataforma, compromissos e depoimentos de lideranças.

Lula e FHC panfletando no ABC Paulista na campanha de 1978 | Foto: Acervo FHC
Lula e FHC panfletando no ABC Paulista na campanha de 1978 | Foto: Acervo FHC
Banca típica dos anos 1970 a 2000 no centro de Belo Horizonte | Foto: Acervo Câmara Municipal de Belo Horizonte
Banca típica dos anos 1970 a 2000 no centro de Belo Horizonte | Foto: Acervo Câmara Municipal de Belo Horizonte

A Jornada do Eleitor-Consumidor: Por Que o Impresso Ainda Funciona

Pensemos na jornada do consumidor moderno. Interessado em algo, ele pesquisa no Google, faz comparações, lê avaliações e vai ao marketplace. Mas antes de concluir a compra, existe um ponto de virada:

  • Se já conhece a marca ou produto → conclui a compra imediatamente.

  • Se nunca ouviu falar, ou conhece superficialmente → hesita. Quer ver o produto fisicamente, testar, ou acaba trocando por uma marca conhecida, mesmo que mais cara.

A jornada do eleitor é análoga. O eleitor-consumidor só vai "comprar" (votar em) um candidato que ele saiba que existe — ou que alguém de confiança apresente. E em 2026, estaremos diante de um eleitor cansado, saturado e exausto de política e de timelines invadidas por cards, reels, carrosséis e memes fabricados por IA.

Só aparecer na timeline será insuficiente. O eleitor se pergunta: onde está a verdade nessa campanha? Para quem vai meu voto?

Foto: GettyImages
Foto: GettyImages

Como o Impresso se Encaixa por Faixa Etária

  • Eleitores -20: acham tudo um saco, mas ainda reagem ao que é tangível e diferente.

  • Entre 20 e 40 anos: o digital tem chance real, mas o impresso reforça credibilidade.

  • Acima de 40 anos: batem aquela saudade dos impressos — e respondem bem a eles.

O impresso cumprirá, portanto, a nobre missão de conduzir o viés de confirmação: será o "vi e peguei", funcionando como material subsidiário à mobilização presencial — o elemento que ancora o candidato na realidade física do eleitor.

5 Dicas para Economizar com Gráficas em 2026 — Sem Abrir Mão da Qualidade

Se você também está convencido da importância do impresso na próxima eleição, aproveite estas cinco dicas que preparamos. E para entender o contexto legal antes de imprimir qualquer peça, consulte a legislação de marketing eleitoral.

Dica 1 · Antecipe seu Material e Seja Feliz

Você não precisa esperar agosto para criar seu cartaz, santinho, colinha, folder, carta ou jornal de campanha. Deixe tudo pronto, aprovado e orçado — e mande rodar assim que sair o número e o CNPJ da campanha.

Antecipação é economia: quem encomenda com margem de tempo negocia melhor, escolhe o papel ideal e tem prazo para eventuais correções — sem custo extra.

Dica 2 · Contrate o Serviço Gráfico Desde Já

A regra com as gráficas é clara: quem compra antes paga (bem) menos. Deixou tudo para a última quinzena de campanha? Reze para achar lugar na fila — e prepare o bolso, porque o preço é outro. Prazos apertados geram custo de urgência, erros de produção e estresse desnecessário.


Materiais básicos de campanha 
Materiais básicos de campanha 

Dica 3 · Impresso Exige Mais Cuidado e Mais Tempo

A criação, o desenvolvimento e a produção do material impresso são mais demorados e meticulosos que o digital. No digital, se você errar, ainda tem chance de editar, corrigir ou apagar. No impresso, não: errou, o prejuízo é certo.

Isso exige um processo profissional com etapas bem definidas: briefing, criação, revisão técnica, prova de cor, aprovação final e então produção. Qualquer etapa pulada vira um custo futuro.

🎨 Veja nosso conteúdo sobre: criação de identidade visual para campanha eleitoral — a base de qualquer peça impressa bem-sucedida.

Dica 4 · Esqueça o "Sobrinho que Sabe Mexer no Canva"

Se vai mesmo investir em material impresso, faça a coisa certa: contrate um time profissional que entenda de design, criação e diagramação na qualidade gráfica exigida para impressão. Material de qualidade percorre todas as etapas:

  • Orçamentos comparativos com diferentes gráficas

  • Escolha técnica do papel (gramatura, acabamento, verniz)

  • Definição de formatos que otimizam o corte e reduzem desperdício

  • Logística de entrega e distribuição planejada

Lembre-se: erros ao contratar agências de marketing eleitoral custam caro. Pesquise antes de decidir.

Dica 5 · Não Seja o Candidato que Só Vive de Posts

Além de um material de primeira nas mãos do eleitor, ter um impresso bem-cuidado tem o poder de te diferenciar de quem só sabe postar videozinhos pedindo like. Em um mar de conteúdo digital idêntico, o tangível vira diferencial competitivo real.

Um bom impresso, integrado a uma estratégia de plano de mídia bem estruturada, multiplica o alcance e a credibilidade da campanha.

O Que a Lei Eleitoral Diz Sobre Material Impresso

Antes de rodar qualquer peça, consulte a Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições) e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para 2026. Regras importantes:

Checklist: O Impresso Ideal para 2026

Use esta lista para garantir que seu material impresso chegue ao eleitor com qualidade e dentro do prazo:

  1. Defina o enxoval básico: cartaz, santinho, colinha, adesivo.

  2. Solicite orçamentos de pelo menos 3 gráficas regionais e 1 nacional.

  3. Feche o contrato com a gráfica até maio/2026.

  4. Entregue todos os arquivos finalizados até julho/2026.

  5. Programe a distribuição por região/bairro com sua rede de mobilização.

  6. Garanta que cada peça tenha CNPJ, número e nome do candidato visíveis.

Enxoval completo de uma campanha
Enxoval completo de uma campanha

Conclusão: O Impresso Vale o Investimento?

Com essas 5 dicas, você já ganhou dias à frente do concorrente que enrolou e deixou o impresso para a última hora. E, de quebra, vai economizar.

O material impresso bem planejado não é gasto — é investimento. É o ponto de contato físico que ancora a campanha digital na realidade do eleitor, especialmente aquele que ainda não foi convencido por um reel ou um card patrocinado.

Combine o impresso com uma estratégia de marketing político completa e sua campanha terá mais camadas, mais presença e — o que mais importa — mais votos.

A Communicare Pode Ajudar Sua Campanha

Se você precisa de um time profissional, experiente em produção editorial, design gráfico e negociações com gráficas de todo o país, a Communicare está pronta.

  • Planejamento e criação de material impresso para eleições 2026

  • Negociação com gráficas em todo o Brasil

  • Integração com estratégia digital e plano de mídia

  • Atendimento para candidatos, sindicatos e conselhos de classe



Sobre o Autor

*João Sampaio é jornalista especializado em Comunicação Política e consultor associado na Communicare. Foi editor de Política dos jornais O Tempo e Hoje em Dia e assessor de comunicação da Vice-governadoria de Minas Gerais. Atuou na coordenação de comunicação em campanhas para deputado, senador, prefeito e vereador. É coautor do livro O Eleitor Conectado, que aborda estratégias de engajamento político na era digital. ↘️Baixe o e-book aqui gratuitamente

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